Facilities no Brasil: de serviço de apoio a pilar estratégico das empresas

Há algumas décadas, cuidar de um prédio corporativo era uma tarefa dispersa. Um zelador resolvia o que aparecia, um contrato de limpeza era renovado sem grandes...

Facilities no Brasil: de serviço de apoio a pilar estratégico das empresas
Facilities no Brasil: de serviço de apoio a pilar estratégico das empresas (Foto: Reprodução)


Há algumas décadas, cuidar de um prédio corporativo era uma tarefa dispersa. Um zelador resolvia o que aparecia, um contrato de limpeza era renovado sem grandes discussões, a portaria funcionava com um funcionário da própria empresa e a manutenção só era chamada quando algo quebrava. Hoje, o mesmo conjunto de atividades é planejado, medido e integrado, e tem lugar nas reuniões de diretoria. Segvap Divulgação Anos 1970 e 1980: serviços de apoio e primeiras terceirizações Com a industrialização e o crescimento das grandes cidades, empresas, bancos e indústrias passaram a ocupar edifícios maiores e mais complexos. Surgiram as primeiras empresas especializadas em limpeza, vigilância e conservação, que assumiam tarefas que não faziam parte da atividade principal do cliente. Nesse período, o serviço era visto como custo operacional. A contratação se baseava, quase sempre, no preço, e a gestão era informal. Ao mesmo tempo, atividades como a vigilância começavam a ganhar regras próprias, e o setor dava os primeiros passos rumo à profissionalização. A SEGVAP, fundada em 1970, nasceu nesse cenário. Anos 1990: terceirização em larga escala e busca por padrão Com a abertura econômica e a pressão por competitividade, as empresas passaram a se concentrar no seu negócio principal e a terceirizar com mais intensidade os serviços de apoio. O mercado cresceu, mas também se tornou mais exigente: surgiram preocupações com qualidade, regularidade trabalhista e padronização dos processos. Foi nessa fase que o conceito de facility management começou a chegar ao país, trazido por multinacionais e por profissionais que conheciam o modelo de gestão integrada de ambientes adotado no exterior. A ideia era simples: tratar o espaço e os serviços que o sustentam como um conjunto, e não como contratos isolados. Anos 2000: profissionalização e tecnologia Os anos 2000 trouxeram mais maturidade ao mercado. Foram popularizados contratos com indicadores de desempenho (SLA), certificações de qualidade, auditorias e treinamento estruturado das equipes. A tecnologia também passou a ter papel relevante, com sistemas de controle de acesso eletrônico, monitoramento por câmeras e softwares para registrar chamados e ocorrências. O gestor de facilities, antes visto como responsável por “resolver problemas”, passou a ser reconhecido como profissional de gestão, com formação específica, associações e eventos próprios no país. Segvap Divulgação Anos 2010: integração e foco na experiência Na década seguinte, a discussão deixou de ser apenas custo e passou a incluir experiência de quem usa o espaço e eficiência. Empresas perceberam que ambiente, atendimento e conforto influenciam a produtividade, a retenção de talentos e a imagem da marca. Ganharam força: Contratos integrados, com um parceiro coordenando várias frentes. Sustentabilidade, com gestão de resíduos, uso racional de água e energia e produtos de menor impacto. Gestão por dados, com relatórios e indicadores consolidados. Compliance, com maior atenção à regularidade trabalhista, fiscal e de proteção de dados dos fornecedores. Anos 2020: flexibilidade, dados e novos modelos de trabalho A pandemia obrigou empresas a rever o uso dos espaços e reforçou a importância de protocolos de higienização, controle de fluxo e segurança sanitária. Com a adoção do trabalho híbrido, os escritórios passaram a exigir dimensionamento mais flexível, e o crescimento do comércio eletrônico e da logística ampliou a demanda por serviços em centros de distribuição e operações de grande escala. Segvap Divulgação Hoje, as tendências que mais se destacam são: Manutenção preditiva, que antecipa falhas antes que causem paradas. Plataformas integradas com dados de segurança, limpeza, recepção e manutenção. Foco em pessoas, com capacitação, plano de carreira e redução da rotatividade. ESG, com metas ambientais e sociais incorporadas à rotina dos serviços. O que mudou na essência Apesar de toda a evolução, algo permanece: o facilities é um setor feito de pessoas. A tecnologia amplia a capacidade de gestão, mas é o profissional bem formado, na portaria, na recepção, na limpeza ou na manutenção, que faz a experiência acontecer. O que mudou foi o reconhecimento do valor desse trabalho e a exigência por preparo, regularidade e resultados mensuráveis. Fundada em 1970, a SEGVAP acompanhou essa evolução de dentro. Com mais de 55 anos de atuação, passou pelas fases em que o serviço era um posto isolado, pela chegada da regulamentação e da tecnologia e pela consolidação da gestão integrada. Hoje, atua em São Paulo e no Rio de Janeiro com segurança, recepção, limpeza e demais frentes de facilities, sempre a partir do diagnóstico de cada cliente. Essa experiência permite à empresa enxergar o setor com perspectiva histórica: o que mudou, o que permanece e o que ainda está por vir. Segvap O próximo capítulo O futuro do setor aponta para mais integração, mais dados e mais atenção às pessoas, dentro e fora das operações. As empresas que enxergam o facilities como parte da estratégia, e escolhem parceiros com experiência e visão de longo prazo, tendem a ganhar eficiência e previsibilidade. Quer conhecer a experiência da SEGVAP em facilities? Fale com um especialista

Fale Conosco